
Morre a distância cruel no fel que eu bebo
Em goles de mel, me esvazio no todo, no sonho que tenho
Seco minha boca, me entalo com céu, sou réu, sou placebo
Devoro tuas letras, imito teus versos, teu nome desenho
Em noites longas de angústia e calor
Corpos jogados envoltos em dor
Almas inúteis, vontade em torpor
Mencionam acordes, “cancionam” acordes, de um desamor
Olhos distantes, teus corpo, papel, grafite e desejo
Lábios, saliva, teu gosto carnudo, teus dentes, teu beijo
Ousadas escadas de mãos proibidas ouviam é cedo
Geme a lembrança, insultando a razão
Recito meus versos, aborto a canção
Rasga-me o peito a bruta emoção
Choro escondido e nos passos escuros, anseio tua mão...

Um comentário:
beleza e intensidade no seu texto...adorei!
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